Axl Rose era a felicidade em pessoa na manhã seguinte ao apoteótico show do Guns N' Roses.
Felicidade que rendeu uma noite em claro, 12h í beira da piscina, duas garrafas de tequila,
uma de Cointreau, muita caipirinha e suco de melancia. Axl chegou ao hotel, após o show,
por volta das 6h da manhã. Subiu para a suíte, mas desceu logo depois, de bermudas e
camiseta preta. Instalou-se em uma mesa na piscina do hotel, de onde só levantou-se, í s 14h,
para uma aliviada rápida no banheiro.
Axl estava de bom humor, tranqí¼ilo, receptivo. Tanto que autorizou a entrada de um grupo de
fãs na piscina restrita aos hóspedes. E nada de uma visitinha rápida. O papo durou cerca de cinco horas.
Distribuiu autógrafos, mas não quis tirar fotografias. E se não fosse pelo mesmo visual cabeludo e tatuado,
era difícil acreditar que aquele era mo mesmo Axl temperamental que na outra passagem pelo Rio cuspia em
fãs e atirava objetos pela janela. Os fãs perguntaram sobre o fim da amizade com Slash. "Nunca mais vamos
tocar juntos. Brigamos por causa das drogas. Eu consumi muito, em 1991, mas soube parar. O Slash nunca soube",
entregou Axl.
Apesar de dizer que a reconciliação é impossível, assumiu a saudade e riu ao lembrar certos
episódios com Slash. "Eu não gosto de Rolling Stones e ele sempre adorou. Eu ficava p. quando,
antes de cada show, ele ficava ouvindo aquelas músicas e lendo sobre a banda".
Os adolescentes brincaram com Axl perguntando sobre objetos jogados pela janela.
O cantor disse que não se lembrava de ter jogado uma cadeira, na sua primeira passagem pelo Brasil,
há dez anos, mas reconheceu a fase bad boy. "Eu sei que já joguei muita coisa pelas janelas,
mas não faço mais isso. Nem adianta a imprensa ficar esperando para colocar isso no jornal",
disse. "Não gosto da imprensa, principalmente destes fotógrafos que ficam provocando", completou.
E brincou quando soube da chegada de NSync, que vai ficar no mesmo hotel.
"Se eu encontrar com um destes caras, volto a ficar violento e bato. Aquilo é uma m...", atacou.
Longe do palco, das cí¢meras e de repórteres, Axl é falante,
divertido, brinca imitando vozes de outras pessoas, conta piadas e diverte os amigos.
Mesmo já tendo bebido bastante, í s 14h não parecia alcoolizado.
Quando saiu, protegido pelo segurança, parecia cansado, mas foi gentil quando
abordado pela reportagem do JB: "foi um show excelente, principalmente graças a vocês",
e deu um autógrafo. Da piscina, saiu í s 18h para finalmente dormir.
Já Beta Lebeis conseguiu dormir logo depois do show, mas enquanto Axl saia da piscina,
ela ainda curtia a emoção da homenagem que foi vista por centenas de milhares de pessoas
na madrugada de domingo, quando Axl agradeceu no palco por ela tê-lo salvado da profunda depressão.
Secretária de Axl há sete anos, a brasileira de 45 anos disse que foi pega de surpresa.
"Eu não esperava mesmo. Estava fazendo a tradução do que ele dizia e ia sair da lateral do palco.
De repente, vi que ele estava falando de mim e o Doug (empresário de Axl) me puxou para o palco.
Até agora não acredito que aquilo aconteceu", contou Beta, que mora em Los Angeles há dez anos.
No palco, Axl chamou Beta de mãe. "Sou também cozinheira, motorista, psicóloga.
O Axl é o meu melhor amigo e acredito que também seja para ele".
Uma dedicação de 24h por dia e apoio nos momentos difíceis. "Depois do auge,
o Axl viveu um momento negativo. Ele se isolou, entrou em um período de busca", analisa.
Beta conta que Axl hoje está bem distante daquele astro temperamental de dez anos trás,
mais sereno, mais paciente. "Ele diz que esta serenidade é por minha causa.
Acho que é um pouco sim, mas o Axl sempre foi uma pessoa muito nobre.
Devagarinho, ele está amadurecendo".
Nenhum comentário:
Postar um comentário